quinta-feira, 24 de abril de 2008

Tic! Tac! Boom!!

A iminente possibilidade
de não sentir o cheiro perfumado
de meu querer.
Faz a manhã de meu peito,
envelhecer;

Por todo o corredor do dia
meus olhos irão te procurar
E se por (des) ventura não te encontrar.
Em agonia, meu [agora] velho peito sucumbirá;

Por nem um segundo
me esqueço do seu beijo.
Há alguem nesse mundo
que pode me dizer
como enfrentar o dia
que custará a morrer?

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Mundo Plural

A leve sensação de que vivo num mundo plural
me faz entender como nesse mundo há a frágil
necessidade de tanto porque (?)

Um aqui e outros muitos pela estrada
deliciosamente perigosa da vida, cheia de vida
e de sentimentos experenciados visceralmente.

Quero continuar sentindo e ampliando
minhas possibilidades.
Permanecerei singular em um mundo que não me cabe.

No meu mundo tudo é vivo e colorido.
Deixo as superficialidades ao mundo de vocês
[mesquinho e interesseiro]
do qual continuarei pária.

Não me convidem para viver neste mundinho.
Repudio-o!!!
E garanto a vocês:
Existem infinitos porques.

terça-feira, 11 de março de 2008

Solidão do Mundo

Queria, como no passe de mágica,
deixar de lado a insegurança
que chuvisca em meu pensamento..
Chuva fina e incessante... ácida e capciosa...

Talvez crie no meu mundo um sol pertinente...
E a visão do arco-íris seja a prova que embaixo do tapete ainda molha...
Como tantas outras coisas em que a miopia é escape...

Como sombra de mim mesma, convivo com o sentimento do pretérito.
Passado imundo e vil
Estou míope, senhores!

Quero a árdua solidão do mundo!

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Efeito Ângela Pralini

Hoje eu conheci uma mulher fascinante.
Ângela Pralini, uma doida!!
Uma loucura quase santa..
Ângela me fez tomar um café amargo.
Puro café, sem açúcar nem adoçante.

Exerci algum efeito em Ângela? [creio que não...]
Eu não sou a mesma, algo mudou e não sei o que é.
Aprendi a técnica de criar o silêncio.

A cotidianice está me entediando...
Será que estou plagiando Ângela?
Que mulher forte!!
Tem lá suas futilidades, somos mulheres.
É-nos permitido ataques de mulherice...

O que escrevi não é meu, exceto o café amargo,
o que em mim mudou e o cigarro.

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

A cantora melancólica

Paraliso-me;
Se tudo o que te dou não é suficiente,
Tirar-lhe-ei meus laços.
Devolva-me!
[costas, pernas;
bocas, línguas;
suores, olhares, amores;
sussurros;
marcas no pescoço;]
Ilusão em carne e osso;

Outras palavras

" disconnected
disjointed
accidental
sketchy
fragmentary
synthesized
impermanent
momentary "
(Thom Yorke)

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Faz-de-conta

"Quero dançar a noite toda pra você"
...
...
...
insuficiente...
ignorado...
preterido...