terça-feira, 6 de maio de 2008

Escrever é tão perigoso que salva a própria pele.
Não quero mais precisar desta vida,
E a partir de hoje estou sem palavras!!!
Além do verbo,
a emoção também será banida de meu convívio.
Quem gritará afinal, a realidade transtornada
ou o silêncio ensurdecedor?

21 gramas ou O dia de 100 anos


Hoje não quero ser!
A única coisa que me seduz
É "desexistir".

Tal qual um mágico que tira
Da cartola seu coelho;
Eu queria me sumir.
E virar vento...
Ser estrela que depois explode...

Quero ser como a geleira
Me derramar lentamente;
Virar pensamento.
Que se pensa e logo se esquece...

Quero ser o milésimo de segundo
Que dura um piscar de olhos.
E nessa fraçao de tempo,
Quero ser a palavra não dita,
O amor não vivido,
O conjunto vazio!

[Hoje meu dia tem 100 anos]

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Lapdog (homenagem às minhas amigas submissas)

Sou seu cachorrinho
Te devo satisfações
Sou obediente
Sou urgente

Hoje você me morde
Amanhã você assopra
Vou, se você deixar
Faço o que você mandar

E mesmo sem o bônus
Arco com o ônus
Serviente na sua mão
Afinal, você é o patrão!

terça-feira, 29 de abril de 2008

O mundo invisível

Existe um mundo imperceptível que nos ronda
Esse mundo é composto de muitas faces.
Insetos, que convivem em nossas casas
Mantêm seu papel na cadeia alimentar.

Mas o que me assusta
É a invisibilidade de pensamentos preconceituosos
Convivemos com pessoas que tem modernidade frágil
E pontos de vista restritos, perniciosos
que dizem que ser preto é defeito.

Defeito é não aceitar as diferenças.
Prefiro os insetos.

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Tic! Tac! Boom!!

A iminente possibilidade
de não sentir o cheiro perfumado
de meu querer.
Faz a manhã de meu peito,
envelhecer;

Por todo o corredor do dia
meus olhos irão te procurar
E se por (des) ventura não te encontrar.
Em agonia, meu [agora] velho peito sucumbirá;

Por nem um segundo
me esqueço do seu beijo.
Há alguem nesse mundo
que pode me dizer
como enfrentar o dia
que custará a morrer?

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Mundo Plural

A leve sensação de que vivo num mundo plural
me faz entender como nesse mundo há a frágil
necessidade de tanto porque (?)

Um aqui e outros muitos pela estrada
deliciosamente perigosa da vida, cheia de vida
e de sentimentos experenciados visceralmente.

Quero continuar sentindo e ampliando
minhas possibilidades.
Permanecerei singular em um mundo que não me cabe.

No meu mundo tudo é vivo e colorido.
Deixo as superficialidades ao mundo de vocês
[mesquinho e interesseiro]
do qual continuarei pária.

Não me convidem para viver neste mundinho.
Repudio-o!!!
E garanto a vocês:
Existem infinitos porques.

terça-feira, 11 de março de 2008

Solidão do Mundo

Queria, como no passe de mágica,
deixar de lado a insegurança
que chuvisca em meu pensamento..
Chuva fina e incessante... ácida e capciosa...

Talvez crie no meu mundo um sol pertinente...
E a visão do arco-íris seja a prova que embaixo do tapete ainda molha...
Como tantas outras coisas em que a miopia é escape...

Como sombra de mim mesma, convivo com o sentimento do pretérito.
Passado imundo e vil
Estou míope, senhores!

Quero a árdua solidão do mundo!