quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Opened eyes

Mostrarei um mundo fantástico
E só conseguirá vê-lo se estiver a fitá-lo
com os olhos do coração...

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Já fui mulher, eu sei.

Livrar-me do grande amor é para mim tão digno quanto encontrá-lo.
E igualmente me dá alegria,
Uma alegria contida, é verdade.
Em meio à dor, me vem a força da existência,
única, completamente desprendida e desgarrada.
E logo na frente existe um mundo de inesperados encontros
Rumos que a vida pode ter.
Tenho em mim a esperança de deixar-me ser.
Simplesmente assim, ser, evaporar.
Quero alcançar a distância da estrela
E de lá ficar a sorrir;

domingo, 7 de dezembro de 2008

O dia que simplesmente fui

Durante todo o dia fui eu mesma.
No instante em que acordei, voltei a dormir e acordei novamente.
Tudo que quis, fiz.. e gostei...
O mar estava lindo, forte, perigoso.
Ajeitei-me em suas ondas lavadoras de alma.
Gostei de sentir o vazio da despreocupação.
Hoje tornei-me livre!!
O lobo faminto não foi censurado.
Simplesmente fui!
Com todos desejos, esquisitices, "más vontades".
Assim sou e assim fui, hoje...
Simplesmente aceitei minhas possibilidades e conformei-me.
Cada um com seu fardo.
O meu tem a esperança que tudo se acabe, como num passe de mágica.
Vire estrela cadente, seja fantasioso e intenso, como as vezes a vida se apresenta.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Enquanto espero

Nao rasgarei os versos de agora
Eles nasceram no instante
em que uma estrela sorriu para mim
Linda estava a lua lá em cima
E tudo estava em harmonia
O vento e o céu coadjuvavam a agradável noite.
Ah! Faltavam os personagens principais
Uma garrafa de vinho
E o resto da noite embriagada de/em você.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Morrer para viver

Porque morrer causa tanto medo?
Afasta-me de mim a dor, cálice maldito!
Se morre-se todos os dias, como não acostumar-se?
Morro a cada dia, a cada instante.
Deixo pelo caminho um pouco de mim
Novas peles surgem e me escondem as víceras.
Um dia serão compartilhadas?
Vale a pena morrer e doar sete vidas?
Morro do preconceito e para o que me faz mal
E percebo que posso salvar vidas
e ainda assim continuar viva.

terça-feira, 1 de julho de 2008

Neve

Vim preparada para a chuva que não veio.
Calcei botas para a neve imaginária,
Meu coração esperou os lobos famintos.
Estes não são reais, nem imaginários.
Transversalmente tomam meu ser e
vomitam suas verdades recônditas
Martirizado
Meu coração arrefece!

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Inanimado

Sinto hoje, uma tristeza crônica.
Quero apenas deixar o dia passar
e continuar em coma.
Não vou sair da letárgica existência
recalcada...
Sejam bem vindos
Todos os demônios recônditos!
Façam parte de mim.
Mostrem-me seus dentes, sujos de sangue,
que devoram meu coração.
Lambem minhas tetas e suguem todo o leite
Me deixem oca.
De todas as palavras do mundo,
Desejo o vão do silêncio.
[Do outro mundo e de todos os mundos]
Sem palavras, não saberei existir
E me tornarei um ser encantado.
Parodaxalmente, inanimado...