sexta-feira, 30 de março de 2007

Triste assim


Triste fim do que estava no meio
Triste meio para se chegar ao fim
E no fim por todos os meios estou triste.

Sempre estamos no meio
Sempre terá o antes [morto, passado]
Sempre terá o amanha [sonhado, esperado].

terça-feira, 27 de março de 2007

Nuvem de Algodão

Queria poder flutuar
Andar nas nuvens
E ter a sensação de algodão...
Levaria até lá, as pessoas que me são caras.
Rodeadas de algodão ficariam todas
E com maciez seriam tratadas!

quarta-feira, 21 de março de 2007

Quero-te

Quero ter-te
Longe, perto, tudo! [tudo!]

Quero sonhar-te
Realidade, ilusão, rotina!

Quero tocar-te
Quente, frio, fervendo!

Quero ver-te
Sorrindo, chorando, sempre!

Quero amar-te
entrega, coragem, desprendimento!

Quero-te! Quero-te! Quero-te! Quero-te!

Até não te querer mais!
Até meu corpo não te precisar mais!
Até minha retina não te procurar mais!
Até minha alma não te desejar mais!

quinta-feira, 15 de março de 2007

Amor naufragável

Amor naufragável,
Era a nossa condição!
Amor viável,
Era a nossa ilusão!

Hoje uma vaga lembrança,
Do amor abortado!
No fundo, uma eterna esperança,
Do sonho decapitado!

Fuga e força no presente,
É a minha perfeição!
Tudo o coração pressente,
Eis a minha comoção!

Ontem tudo era saudade,
Do vazio ao amor!
Hoje tudo é felicidade,
Da distância à dor!

terça-feira, 13 de março de 2007

Nada a não ser o que é


Uma flor não é mais que uma flor.
Se assim o fosse, não seria uma flor, seria a outra coisa, apenas.

Uma pessoa é a pessoa no exato momento.
Cada segundo que se passa, devemos conceituá-la novamente.

Tudo muda!!!
Aquilo que experimentamos todos os dias é novo a cada dia.
Aafinal é a pessoa daquele dia quem está, com todos os sentidos,
presenciando a sua própria vivência.

segunda-feira, 12 de março de 2007

A despedida

Quero que siga teu caminho e não olhe para trás.
Não retorne ao ponto em que te deixei!
Ao te deixar, me despi de tudo seu.
Logo me livrei de seus braços, ignorei seu sorriso, fechei os meus para os olhos teus.
Vá, respire os ares das montanhas, não se atreles em mim!
Arranca-me do peito, das lembranças, dos dias de chuva.

Quanta dor suporta teu coração??
Nego todo o desejo do seu corpo no meu corpo.
Anoitece cada vez que penso em ti e a cada segundo de espirro!!
Livro-me das amarras, no meu peito habitam os ares gélidos.
Volte ao ponto em que te vi pela primeira vez, solte minhas partes pelo caminho
Ao chegar em teu destino, verá que nada meu estará em ti.

sexta-feira, 9 de março de 2007

Amar o perdido

Amo o perdido, perco-me!
Acho-me em sonhos intangíveis
Desejo o luar e dou adeus
À noite, ofereço minha frieza;
Ao sono, insipiência;
Ao amanhecer, mau humor;
Ao sol, meu calor
Ao mar, ah.. ao mar me entrego!!!
Dispo-me de carapuças e
Minha alma nua mergulha!
Emergindo de mim, me despeço
Fragmentada, faço e refaço cacos
De coração, de desencontros...
Volto ao confundido, amado impossível,
Apelo ao não, não é a resposta!