quarta-feira, 11 de junho de 2008

Inanimado

Sinto hoje, uma tristeza crônica.
Quero apenas deixar o dia passar
e continuar em coma.
Não vou sair da letárgica existência
recalcada...
Sejam bem vindos
Todos os demônios recônditos!
Façam parte de mim.
Mostrem-me seus dentes, sujos de sangue,
que devoram meu coração.
Lambem minhas tetas e suguem todo o leite
Me deixem oca.
De todas as palavras do mundo,
Desejo o vão do silêncio.
[Do outro mundo e de todos os mundos]
Sem palavras, não saberei existir
E me tornarei um ser encantado.
Parodaxalmente, inanimado...

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Riso débil

Se o que me pede é sorrir para meu algoz,
Nao ouvirei sua voz;
Se não se importa em trocar palavras afetuosas
e segurar nas suas, as mãos que estrangularam
meu coração, eu só posso te dizer
Não!!
Eu me importo!!
Eu me importo!!!
Me importo ao ponto de me torturar lentamente.
E revisar cada vil momento
[Desprezével, Letárgico]
O veneno se espalha e contamina a corrente sangúinea
Distribuindo a dor insuportavelmente mortífera.
Fazendo tudo parecer lento e nocivo;

sexta-feira, 16 de maio de 2008

A borracheira

A borracheira está me corroendo internamente.
Sinto escorrer pequenos pedaços materializados de você.
E outras tantas sensações
Tontura, falta de fome, fome excessiva, tensão, tesão, angústia,
e dor novamente.

Como seria apagar estes momentos para sempre?
Sobraria resquícios de que?
Quais seriam os pedaços que juntaria para me refazer?
Não sei até onde a borracheira irá me levar,
Até lá vou curtir o couro banhando-o no sol dolorido.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Mão e luva

Intervenções indesejadas
foram frequentes neste meu dia sem ti.
Vou expurgar você de mim!
Seu gosto, que não sai de minha boca, é ácido e comestível.
Sua pele ainda entremeia a minha.
Mão e luva.
Digo-lhe adeus derramando lágrimas secas.
Estou de luto!!
E acho que ali dentro sou eu.

Doce ilusão ou a caixa de Pandora 2

Se o que quer é correr atrás de tuas fantasias,
Vá!!
Pode não me encontrar na volta.
Estarei a encantar-me com o mundo novo.
Me lembrarei de ti, como uma doce vida
que fez parte de mim.

Então, 'fazes o que tu queres, pois é tudo da lei'!
Faça o que te der na telha e não me dê opção.
Mas não diga que eu não te deixei viver a tua doce ilusão.

A caixa de Pandora

Eternamente sentirei saudade
Abri uma caixinha
E um mundo lindo veio à tona.
Respirei o amor novamente
Senti o riso de criança,
Palavras fortes,
Amores brutos,
Intermináveis!

terça-feira, 6 de maio de 2008

Escrever é tão perigoso que salva a própria pele.
Não quero mais precisar desta vida,
E a partir de hoje estou sem palavras!!!
Além do verbo,
a emoção também será banida de meu convívio.
Quem gritará afinal, a realidade transtornada
ou o silêncio ensurdecedor?